Renda Fixa

O Que é Tesouro Prefixado? Guia Completo para Investir com Taxa Garantida

Por Ana Carolina Giampietro
📅 3 de junho de 2026
🕑 12 min de leitura

Tesouro Prefixado — investimento com taxa garantida

Tesouro Prefixado: você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento.

O Tesouro Prefixado é um dos títulos mais populares do Tesouro Direto — o programa do Governo Federal que permite a qualquer pessoa investir em títulos públicos a partir de R 30. Com ele, você garante uma taxa de juros fixa desde o momento da compra, sem surpresas. Se você quer previsibilidade e quer saber exatamente o quanto vai receber lá na frente, este guia foi feito para você.

O Que é Tesouro Prefixado e Como Funciona

O Tesouro Prefixado é um título de renda fixa emitido pelo Governo Federal por meio do programa Tesouro Direto. Ao contrário do Tesouro Selic, cuja rentabilidade varia conforme a taxa Selic, o Tesouro Prefixado tem uma taxa de juros definida no momento da compra — e ela não muda até o vencimento.

O funcionamento é simples: você empresta dinheiro ao governo hoje e, no dia do vencimento, recebe de volta o valor investido mais os juros combinados. Por exemplo, se você comprar um título com taxa de 13% ao ano e prazo de dois anos, saberá desde o primeiro dia exatamente quanto terá ao final — independentemente do que acontecer com a economia, a inflação ou a Selic no meio do caminho.

Quais são os tipos de Tesouro Prefixado?

Existem dois tipos principais disponíveis na plataforma do Tesouro Direto:

Título Como paga Perfil indicado
Tesouro Prefixado (LTN) Pagamento único no vencimento (principal + juros) Quem quer acumular e não precisa de renda periódica
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) Cupons semestrais de juros + principal no vencimento Quem deseja receber renda a cada seis meses

O Tesouro Prefixado simples (LTN) é o mais popular entre investidores pessoa física, pois é mais fácil de entender e gerenciar. Já a versão com juros semestrais (NTN-F) agrada quem precisa de fluxo de caixa regular — como aposentados ou quem quer complementar a renda mensal.

Como a precificação funciona?

Um detalhe importante: o Tesouro Prefixado é negociado com base em seu preço de mercado. Cada título tem um valor de face de R 1.000 no vencimento. No momento da compra, você paga um valor menor (chamado de preço ou PU — Preço Unitário), e a diferença entre o que pagou e o que receberá representa os seus juros.

Isso significa que, se a taxa de juros de mercado sobe depois que você comprou o título, o preço do seu título cai — e vice-versa. Isso não afeta quem carrega o título até o vencimento, mas é crucial para quem precisa vender antes do prazo. Esse fenômeno se chama marcação a mercado e será abordado com mais detalhe na seção de riscos.

📌 Saiba mais: O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é o programa do Governo Federal que permite a pessoas físicas investirem em títulos públicos com segurança e liquidez diária. É considerado o investimento mais seguro do Brasil, pois é garantido pelo próprio governo.

Rendimento, prazo e valor mínimo

O valor mínimo para investir no Tesouro Prefixado é de apenas R 30, o que torna o produto acessível a qualquer pessoa. Os prazos de vencimento costumam variar de 1 a 5 anos, dependendo dos títulos disponíveis na plataforma do Tesouro Direto em cada momento. As taxas são definidas pelo mercado e pelo próprio governo, e podem variar diariamente — mas, uma vez que você compra, sua taxa fica travada.

Por exemplo, se hoje a taxa do Tesouro Prefixado 2028 é de 13,50% ao ano, e você investir R 1.000, saberá exatamente quanto terá em 2028, sem precisar acompanhar notícias econômicas todos os dias. Essa previsibilidade é o maior atrativo do produto.

✅ Vantagem principal

Com o Tesouro Prefixado, você elimina a incerteza sobre o rendimento futuro. Ideal para quem tem um objetivo financeiro com data definida, como trocar de carro, fazer uma viagem ou pagar uma faculdade.

Imposto de Renda e IOF no Tesouro Prefixado

Como todo investimento de renda fixa, o Tesouro Prefixado está sujeito à tabela regressiva de Imposto de Renda da Receita Federal:

Prazo do investimento Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Além do IR, há cobrança de IOF para resgates realizados em menos de 30 dias a partir da data de aplicação. Após 30 dias, o IOF deixa de ser cobrado. O IR é retido na fonte automaticamente no momento do resgate ou pagamento de cupom, então você não precisa se preocupar com a declaração de forma manual — apenas incluir na declaração anual.

Também existe a taxa de custódia da B3, que atualmente é de 0,20% ao ano sobre o valor investido, cobrada semestralmente. Corretoras que oferecem o Tesouro Direto não podem cobrar taxa de administração, apenas a taxa da B3 é obrigatória.

Tesouro Prefixado vs Tesouro Selic vs IPCA+: Qual Escolher

Antes de investir, é fundamental entender as diferenças entre os principais títulos do Tesouro Direto. Cada um tem características únicas e se encaixa melhor em determinados cenários econômicos e objetivos pessoais.

Comparativo: Perfil de Rentabilidade dos Títulos do Tesouro
Alta
Tesouro Prefixado (cenário de queda de juros)

Média
Tesouro Selic (cenário neutro)

Média+
Tesouro IPCA+ (proteção inflacionária)

Baixa
Poupança (referência popular)

Ilustração didática. Rentabilidade real depende das condições de mercado no momento da compra.

Tesouro Prefixado: taxa garantida do começo ao fim

O Tesouro Prefixado brilha quando a expectativa é de queda dos juros. Se você trava uma taxa de 13% ao ano hoje e a Selic cair para 9% no próximo ano, você terá feito um excelente negócio — pois continuará recebendo os 13% contratados. Além disso, se precisar vender antes do vencimento, o preço do seu título terá subido (o oposto também é verdadeiro).

O risco surge quando os juros sobem: nesse caso, quem comprou o Prefixado com taxa menor pode ter rentabilidade inferior a quem ficou no Tesouro Selic — e, se precisar vender antes do prazo, pode até ter prejuízo nominal.

Tesouro Selic: segurança e liquidez

O Tesouro Selic é o mais conservador dos três. Seu rendimento acompanha a taxa Selic definida pelo Banco Central a cada 45 dias. Por isso, ele quase nunca apresenta rentabilidade negativa antes do vencimento, sendo ideal para a reserva de emergência ou para quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento.

A desvantagem é que, quando os juros caem, o rendimento do Tesouro Selic também cai junto — ao contrário do Prefixado, que continua pagando a taxa original.

Tesouro IPCA+: proteção contra a inflação

O Tesouro IPCA+ combina uma taxa prefixada com a variação do IPCA (o índice oficial de inflação). Por exemplo, uma taxa de IPCA + 6% ao ano garante que seu dinheiro sempre renderá 6% acima da inflação, preservando o poder de compra. É o preferido para objetivos de longo prazo, como aposentadoria.

A desvantagem é a maior volatilidade de preço no curto prazo — talvez até maior que o Prefixado —, o que o torna menos recomendado para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento.

Critério Tesouro Prefixado Tesouro Selic Tesouro IPCA+
Rentabilidade Taxa fixa (ex.: 13% a.a.) Selic (variável) IPCA + taxa fixa
Previsibilidade Alta Média Média
Risco de mercado Médio Baixo Alto
Proteção contra inflação Não Parcial Sim
Ideal para reserva de emergência Não Sim Não
Melhor cenário Queda de juros Alta de juros Alta de inflação

E o CDB? Vale comparar?

Além dos títulos públicos, o investidor pode comparar o Tesouro Prefixado com o CDB prefixado de bancos. Em geral, os CDBs oferecem taxas um pouco maiores do que o Tesouro, mas com risco de crédito diferente — o emissor é um banco privado, e não o governo. Os CDBs são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R 250.000 por CPF por instituição, enquanto o Tesouro Prefixado é garantido diretamente pelo governo federal, sem limite. A escolha depende do perfil de risco e dos valores investidos.

Outro ponto de comparação possível é com a LCI: apesar de ser isenta de IR para pessoa física, a LCI costuma ter prazos de carência mais longos e não oferece liquidez diária como o Tesouro.

⚠️ Atenção

Não existe o investimento perfeito para todas as situações. O Tesouro Prefixado é excelente quando você tem um objetivo com data definida e acredita que os juros vão cair ou permanecer estáveis. Mas para reserva de emergência, o Tesouro Selic ou um CDB com liquidez diária é muito mais indicado.

Como Comprar Tesouro Prefixado: Passo a Passo

Comprar Tesouro Prefixado é simples e pode ser feito em poucos minutos pelo computador ou celular. Você não precisa ter experiência em investimentos nem grandes quantias de dinheiro. A seguir, veja o passo a passo completo.

Passo 1: Abra uma conta em uma corretora ou banco habilitado

O primeiro passo é ter conta em uma instituição financeira habilitada pelo Tesouro Direto. Praticamente todos os bancos e corretoras do Brasil oferecem acesso ao programa, incluindo corretoras digitais como XP, Rico, Clear, NuInvest, entre outras. Muitas delas não cobram taxa de administração além da taxa da B3 (0,20% ao ano).

Para abrir uma conta, você precisará de: CPF, RG ou CNH, comprovante de residência e dados bancários. O processo costuma ser 100% digital e leva entre 10 e 30 minutos.

Passo 2: Transfira dinheiro para a corretora

Após abrir a conta, transfira o valor que deseja investir via TED, PIX ou boleto (dependendo da instituição). Lembre-se: o valor mínimo para comprar Tesouro Prefixado é de R 30, então você não precisa de um grande capital para começar.

Passo 3: Acesse a área de Tesouro Direto

Dentro da plataforma da sua corretora ou banco, procure a seção “Tesouro Direto” ou “Renda Fixa — Tesouro Direto”. Você verá uma lista com os títulos disponíveis para compra naquele momento, com os respectivos vencimentos e taxas.

Passo 4: Escolha o título Prefixado adequado

Observe os títulos disponíveis e seus vencimentos. Escolha o título cujo prazo se alinha ao seu objetivo financeiro. Por exemplo:

  • Se quer comprar um carro em 2 anos, procure um Tesouro Prefixado com vencimento em 2027 ou 2028.
  • Se deseja fazer uma viagem em 3 anos, busque um título com vencimento em 2029.
  • Se prefere receber juros periodicamente, opte pelo Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

Ao clicar no título, a plataforma mostrará a taxa atual, o preço unitário e uma simulação do rendimento bruto e líquido (já descontando IR e taxa de custódia).

Passo 5: Confirme a compra

Informe o valor que deseja investir (mínimo de R 30), revise as informações e confirme a operação. Em geral, a compra é processada no próximo dia útil após o pedido (liquidação D+1). Após a confirmação, o título aparecerá na sua carteira.

📌 Dica: use a plataforma oficial do Tesouro Direto

Você também pode operar diretamente pelo site tesourodireto.com.br ou pelo aplicativo do Tesouro Direto, mas precisará de uma corretora habilitada para isso. A vantagem é ter uma visão consolidada de todos os seus títulos, mesmo que distribuídos em diferentes instituições.

Passo 6: Monitore seu investimento

Após a compra, você pode acompanhar a evolução do seu investimento na plataforma da corretora ou no site do Tesouro Direto. O ideal é não se preocupar com as oscilações diárias de preço e manter o título até o vencimento — assim, você garantirá exatamente a taxa contratada.

Posso vender antes do vencimento?

Sim. O governo garante a recompra dos títulos todos os dias úteis, então há liquidez diária. Porém, o preço de recompra será o preço de mercado no dia, e não necessariamente o preço que você pagou. Se os juros subiram desde a sua compra, você pode resgatar com rentabilidade inferior à contratada — e, em alguns casos, com rendimento negativo.

Por isso, o Tesouro Prefixado é mais indicado para quem tem certeza de que não vai precisar do dinheiro antes do vencimento. Caso haja incerteza sobre o prazo, o Tesouro Selic pode ser uma opção mais adequada.

Posso programar aportes mensais?

Sim! Muitas corretoras permitem configurar aportes automáticos mensais no Tesouro Direto. Cada compra gera um novo lote de títulos com a taxa vigente no dia da aquisição. Assim, ao longo do tempo, você acaba com uma média de taxas diferentes — o que pode ser positivo em períodos de grande volatilidade dos juros.

Riscos do Tesouro Prefixado: O Que Você Precisa Saber

Embora o Tesouro Prefixado seja um investimento extremamente seguro em termos de crédito (o risco é o calote do governo federal, que é praticamente impossível no caso do Brasil em moeda doméstica), existem outros riscos importantes que todo investidor deve conhecer antes de aplicar.

1. Risco de mercado (marcação a mercado)

Este é o principal risco do Tesouro Prefixado. Como explicado anteriormente, o preço do título oscila conforme as expectativas do mercado para os juros. Se você comprar um Prefixado a 13% ao ano e, dois meses depois, a taxa de mercado subir para 15% ao ano, o preço do seu título irá cair — pois ninguém vai pagar o mesmo valor por um título que rende menos do que os novos títulos disponíveis.

Se você mantiver o título até o vencimento, esse risco desaparece: você receberá exatamente os 13% ao ano contratados. O problema é para quem vende antes do prazo: nesse caso, pode receber menos do que investiu (em termos nominais) ou ter rentabilidade muito abaixo do esperado.

2. Risco de inflação

O Tesouro Prefixado não oferece proteção contra a inflação. Se você investiu a 13% ao ano e a inflação medida pelo IPCA subir para 14% no mesmo período, seu rendimento real será negativo — ou seja, você perdeu poder de compra mesmo tendo ganho dinheiro nominalmente.

Por isso, ao avaliar o Tesouro Prefixado, sempre considere a taxa real de juros (taxa nominal menos a inflação esperada). Se a taxa prefixada for substancialmente acima da inflação projetada, o investimento faz sentido. Caso contrário, pode ser mais prudente optar pelo Tesouro IPCA+.

3. Risco de liquidez (para resgates antecipados)

Tecnicamente, o Tesouro Prefixado tem liquidez diária — o governo recompra os títulos todos os dias úteis. Mas, na prática, o “risco de liquidez” aqui é diferente: se você precisar do dinheiro em um momento de mercado desfavorável (com juros em alta), poderá resgatar com prejuízo.

A regra de ouro é: nunca invista no Tesouro Prefixado valores que possam ser necessários antes do vencimento. Para sua reserva de emergência, mantenha o dinheiro em investimentos de liquidez imediata e baixa volatilidade, como o Tesouro Selic.

4. Risco de oportunidade

Ao travar uma taxa hoje, você abre mão de eventuais taxas mais altas no futuro. Se o Banco Central subir a Selic após sua compra, novos títulos oferecerão rendimentos maiores e o seu investimento parecerá menos atraente em comparação. Isso não é um prejuízo real — você continua recebendo o que contratou —, mas é o que os economistas chamam de “custo de oportunidade”.

5. Risco soberano (risco de calote do governo)

O Tesouro Prefixado é emitido pelo governo federal brasileiro. Em tese, há um risco de calote, mas este é considerado extremamente baixo para títulos denominados em reais, já que o governo pode emitir moeda para honrar suas dívidas internas. Historicamente, o Brasil nunca deu calote em títulos públicos denominados em moeda local.

⚠️ Resumo dos riscos

O maior risco do Tesouro Prefixado é precisar vender antes do vencimento em um momento de alta dos juros. Para quem mantém o título até o final, o risco é apenas o de a inflação superar a taxa contratada — um risco que pode ser mitigado com boas previsões econômicas e diversificação.

Como mitigar esses riscos?

A estratégia mais eficaz é simples: não invista mais do que pode comprometer até o vencimento. Divida seus investimentos entre Tesouro Selic (para liquidez e reserva de emergência), Tesouro Prefixado (para objetivos com data definida) e Tesouro IPCA+ (para aposentadoria e objetivos de muito longo prazo). Essa combinação reduz bastante os riscos específicos de cada título. Para objetivos de longo prazo ligados à geração de renda, veja também como funcionam os dividendos como complemento à renda fixa.

✓ Conclusão: Vale a Pena Investir no Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado é uma excelente opção para quem busca previsibilidade, tem objetivos financeiros com datas definidas e acredita que os juros vão cair ou se manter estáveis. Com valor mínimo acessível, garantia do governo federal e facilidade de aplicação, ele democratiza o acesso a bons rendimentos de renda fixa.

Confira abaixo o checklist antes de investir:

  • Você tem uma reserva de emergência em investimento líquido (Tesouro Selic ou CDB diário)
  • O valor que vai aplicar no Prefixado pode ficar investido até o vencimento
  • Você entende que pode haver oscilação de preço antes do vencimento
  • Você comparou a taxa prefixada com a inflação esperada e o ganho real é positivo
  • Você tem conta em corretora ou banco habilitado pelo Tesouro Direto
  • Você conhece a tabela de IR e incluiu os impostos na sua simulação de retorno
  • Você definiu o vencimento mais adequado ao seu objetivo financeiro específico

Perguntas Frequentes sobre Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é seguro?

Sim, o Tesouro Prefixado é considerado um dos investimentos mais seguros do Brasil. Ele é emitido diretamente pelo Governo Federal, que é o emissor com maior capacidade de honrar suas dívidas em moeda nacional. Na prática, o risco de calote é considerado mínimo para títulos públicos denominados em reais.

O principal risco não é de crédito, mas sim de mercado: se você precisar vender o título antes do vencimento em um período de alta dos juros, poderá receber menos do que investiu. Para quem mantém até o vencimento, a segurança é total e a rentabilidade é exatamente a contratada. Diferente de bancos privados, o Tesouro Direto não tem limite de garantia — não há teto como o FGC nos CDBs.

Qual o rendimento atual do Tesouro Prefixado?

As taxas do Tesouro Prefixado variam diariamente conforme as condições de mercado e as expectativas para a política monetária. Para consultar as taxas atualizadas, acesse o site oficial do Tesouro Direto ou a plataforma da sua corretora.

Como referência geral, as taxas do Tesouro Prefixado tendem a estar próximas (ligeiramente acima ou abaixo) da taxa Selic vigente, com variações conforme o prazo do título. Títulos de prazo mais longo geralmente oferecem taxas mais altas para compensar o maior risco de mercado assumido pelo investidor.

Sempre compare a taxa nominal com a inflação projetada para o mesmo período. A taxa real (índice nominal menos inflação) é o que realmente importa para preservar e aumentar seu poder de compra.

Posso perder dinheiro no Tesouro Prefixado?

Sim, é possível ter perda nominal se você vender o título antes do vencimento em um momento em que as taxas de mercado estão mais altas do que a taxa que você contratou. Nesse cenário, o preço do seu título cai e você recebe menos do que pagou.

Porém, se você mantiver o título até a data de vencimento, não há risco de perda nominal: o governo garantirá o pagamento integral do valor de face mais os juros contratados. A única exceção seria um cenário de hiperinflacão, no qual o ganho nominal existiria, mas o poder de compra real poderia ser corroido. Por isso, sempre avalie a taxa real esperada antes de investir.

Qual a diferença entre Tesouro Prefixado e CDB prefixado?

Ambos pagam uma taxa de juros fixa definida no momento da aplicação, mas há diferenças importantes. O Tesouro Prefixado é emitido pelo Governo Federal, sem limite de garantia. O CDB prefixado é emitido por bancos privados e tem garantia do FGC de até R 250.000 por CPF por instituição.

Geralmente, os CDBs prefixados oferecem taxas ligeiramente superiores ao Tesouro Prefixado para atrair investidores, compensando o maior risco de crédito do emissor. Se você investir valores abaixo do limite do FGC e em bancos sólidos, o CDB pode ser interessante. Para valores maiores ou para quem prioriza a máxima segurança, o Tesouro Prefixado é mais indicado. O CDI também é uma referência importante para comparar os retornos dos CDBs.

Quando é melhor investir no Tesouro Prefixado?

O melhor momento para investir no Tesouro Prefixado é quando as taxas de juros estão em níveis historicamente altos e a expectativa é de redução no futuro. Nesse cenário, você trava uma taxa elevada por anos e, além do rendimento contratado, ainda pode se beneficiar da valorização do preço do título caso precise vender antes do vencimento.

Por outro lado, em períodos de juros baixos ou com tendência de alta, o Tesouro Prefixado é menos atrativo — especialmente se a inflação estiver subindo, pois você pode ficar com taxa real negativa. Nesses momentos, o Tesouro Selic ou o IPCA+ podem ser escolhas mais seguras. Manter-se informado sobre as decisões do Banco Central ajuda a tomar melhores decisões sobre quando aplicar neste tipo de título.

Ana Carolina Giampietro

Ana Carolina Giampietro

Redatora de Finanças Pessoais — ComoInvestir.blog

Especialista em educação financeira e investimentos para iniciantes. Acredita que qualquer pessoa pode aprender a investir com segurança e inteligência, independentemente do valor disponível. Escreve sobre renda fixa, Tesouro Direto e planejamento financeiro com linguagem acessível e prática.