Renda Fixa

CDB Pré-fixado ou Pós-fixado: Qual Escolher Dependendo da Selic em 2026?

📅 Atualizado em junho de 2026
✍️ Por Ana Carolina Giampietro
⏰ 11 min de leitura

Investidor analisando gráficos da taxa Selic para decidir entre CDB pré-fixado e pós-fixado

A escolha entre CDB pré-fixado e pós-fixado depende fundamentalmente do cenário esperado para a taxa Selic. Foto: Unsplash

CDB pré-fixado ou pós-fixado: qual é melhor? Essa é uma das decisões mais estratégicas da renda fixa — e eu vou ser bem honesta com você: a resposta certa depende quase inteiramente do que vai acontecer com a taxa Selic ao longo do seu investimento. Se a Selic vai cair, o pré-fixado tende a ganhar. Se vai subir ou ficar parada, o pós-fixado costuma levar a melhor. Parece complicado, mas eu prometo: quando você entender a lógica por trás disso, vai olhar pra qualquer oferta de CDB e saber na hora se ela faz sentido pro cenário de juros de 2026.

O Que É um CDB Pós-fixado

Vamos pelo mais comum primeiro. O CDB pós-fixado é aquele Certificado de Depósito Bancário que você vê o tempo todo por aí, com a remuneração expressa como um percentual do CDI — tipo “110% do CDI”. O detalhe importante: você só descobre exatamente quanto ganhou na hora do resgate, porque o valor depende de como o CDI se comportou ao longo do caminho.

E o que é o CDI? É uma taxa diária, calculada em cima das operações entre bancos, que anda coladinha na taxa Selic — sempre um tiquinho abaixo dela. Na prática, isso quer dizer que o seu CDB pós-fixado rende mais quando a Selic sobe e rende menos quando a Selic cai. Você não crava o número final lá no começo, mas tem uma garantia: seja qual for o juro da economia, o seu dinheiro vai acompanhar.

💡 CDI e Selic: qual é a diferença?Já que os dois vão aparecer o artigo inteiro, deixa eu separar: a Selic é a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O CDI é a taxa média dos empréstimos que os bancos fazem entre si, calculada todo dia pela B3. Na vida real, os dois são quase gêmeos — a diferença é de uns décimos de ponto percentual ao ano. Então, quando alguém te oferece um “CDB a 110% do CDI”, está dizendo que ele rende 110% da taxa CDI que valer no período.

O Que É um CDB Pré-fixado

Agora o outro lado. O CDB pré-fixado tem a taxa cravada no momento da aplicação, e ela não se mexe até o vencimento — pouco importa o que a Selic aprontar no meio do caminho. Se você fecha um pré-fixado a 13% ao ano por 2 anos, vai embolsar exatamente 13% ao ano, mesmo que a Selic dispare pra 15% ou desabe pra 8% nesse intervalo.

Essa é a grande sacada do pré-fixado: previsibilidade total, você já sabe hoje quanto vai ter lá na frente. Só que a moeda tem o outro lado — se os juros subirem depois que você travou, você fica preso numa taxa menor que a do mercado e perde rendimento em termos relativos. É o preço da certeza.

Tabela Comparativa: Pré-fixado vs Pós-fixado

Característica CDB Pós-fixado (% CDI) CDB Pré-fixado (% a.a.)
Taxa Varia com o CDI/Selic Fixada na contratação
Rendimento final Só conhecido no resgate Conhecido desde o início
Selic sobe: quem ganha? Pós-fixado ganha Pré-fixado perde relativo
Selic cai: quem ganha? Pós-fixado perde relativo Pré-fixado ganha
Previsibilidade Baixa Alta
Proteção contra inflação Indireta (via Selic) Nenhuma
IR 15% a 22,5% (tabela regressiva) 15% a 22,5% (tabela regressiva)
Liquidez Diária ou no vencimento Geralmente no vencimento
Garantia FGC Sim (até R$ 250k) Sim (até R$ 250k)

A Lógica da Escolha: Tudo Depende da Selic

No fundo, escolher entre pré e pós-fixado é fazer uma aposta sobre pra onde a Selic vai. E é exatamente entender essa lógica que separa quem investe com cabeça de quem escolhe no chute ou porque o gerente empurrou. Deixa eu abrir os três cenários possíveis:

Cenário 1: Selic em Queda

Quando a Selic entra num ciclo de corte — o Banco Central baixando os juros reunião após reunião do Copom — o CDB pré-fixado tende a ser o mais vantajoso. A razão é bonita: ao travar a taxa hoje (digamos, 13% ao ano), você garante esse rendimento gordo mesmo que a Selic desça pra 9% ou 10% no meio do caminho. Enquanto isso, o pós-fixado vai rendendo cada vez menos, acompanhando os cortes ladeira abaixo.

Cenário 2: Selic em Alta

No cenário oposto — Selic subindo, com o Banco Central apertando os juros pra segurar a inflação — quem brilha é o pós-fixado. Como ele é indexado ao CDI, cada alta de juros já entra automaticamente no seu rendimento. Aí quem travou num pré-fixado antes da subida fica assistindo o mercado oferecer taxas cada vez maiores enquanto o seu rendimento relativo encolhe. Frustrante.

Cenário 3: Selic Estável

E quando ninguém sabe direito pra onde os juros vão? Aí a decisão fica mais interessante. Nesse cenário, o que pesa é a taxa pré-fixada que estão te oferecendo: se ela estiver bem acima do CDI de hoje, pode valer a pena travar e garantir o prêmio. Se estiver na mesma faixa do CDI, o pós-fixado te dá mais flexibilidade sem abrir mão de quase nada.

Gráfico da taxa Selic no Brasil ao longo do tempo

A taxa Selic passa por ciclos de alta e baixa definidos pelo Copom — entender esses ciclos é fundamental para escolher entre CDB pré e pós-fixado. Foto: Unsplash

Simulação Prática: R$ 10.000 em Diferentes Cenários de Selic

Teoria é bonita, mas número convence. Então olha o que acontece com R$ 10.000 aplicados por 2 anos num CDB pré-fixado a 13% ao ano contra um pós-fixado a 110% do CDI, em três cenários diferentes de Selic (já com IR de 17,5%, a alíquota do prazo de 361 a 720 dias):

Cenário Selic CDI médio estimado CDB 13% a.a. (pré) líquido CDB 110% CDI (pós) líquido Vencedor
Selic cai para 9% ≈ 8,5% ao ano R$ 2.145 R$ 1.548 Pré-fixado
Selic estável a 10,75% ≈ 10,5% ao ano R$ 2.145 R$ 1.906 Pré-fixado*
Selic sobe para 13,75% ≈ 13,5% ao ano R$ 2.145 R$ 2.457 Pós-fixado
Selic sobe para 15% ≈ 14,7% ao ano R$ 2.145 R$ 2.675 Pós-fixado

* Simulação com R$ 10.000, prazo de 2 anos, IR de 17,5% (361–720 dias). Rendimento líquido aproximado. Selic estável a 10,75%: pré-fixado a 13% vence porque trava taxa acima do CDI corrente.

Repara no que a simulação entrega de bandeja: o CDB pré-fixado a 13% ao ano só perde pro pós-fixado a 110% do CDI quando a Selic média do período passa de mais ou menos 11,8% ao ano. Abaixo desse ponto, o pré ganha. Acima, o pós leva. Esse número mágico — o ponto de virada — é justamente o que todo investidor deveria calcular antes de bater o martelo. E é exatamente ele que eu vou te ensinar a achar no próximo tópico.

📊 R$ 10.000 por 2 anos — Rendimento Líquido por Cenário de Selic

R$1.548

Pós 110% (Selic 9%)

R$1.906

Pós 110% (Selic est.)

R$2.145

Pré 13% (qualquer)

R$2.457

Pós 110% (Selic 13,75%)

R$2.675

Pós 110% (Selic 15%)

* Rendimento líquido após IR de 17,5% (361–720 dias). CDB pré-fixado rende o mesmo independentemente da Selic. Simulação aproximada.

Como Calcular o Ponto de Equilíbrio entre Pré e Pós-fixado

Chega de achismo — vou te dar a ferramenta. Pra comparar um pré-fixado com um pós-fixado de forma objetiva, você calcula qual CDI médio deixaria os dois empatados no vencimento. E a fórmula é de uma linha só:

CDI de equilíbrio = Taxa pré-fixada ÷ Percentual do CDI do pós-fixado

Vamos no exemplo de sempre: CDB pré-fixado a 13% ao ano contra um pós-fixado a 110% do CDI.

CDI de equilíbrio = 13% ÷ 1,10 = 11,82% ao ano

Traduzindo o resultado: se você aposta que o CDI médio do período vai ficar abaixo de 11,82% ao ano (ou seja, acha que a Selic vai cair), o pré-fixado é o seu caminho. Se aposta que o CDI médio vai ficar acima de 11,82% (Selic subindo ou teimando em ficar alta), o pós-fixado leva. Simples assim — e olha como o número de equilíbrio muda conforme a oferta:

CDB Pré-fixado CDB Pós-fixado CDI de Equilíbrio Se Selic cair abaixo disso…
11% a.a. 110% CDI 10,0% ao ano Pré-fixado vence
12% a.a. 110% CDI 10,9% ao ano Pré-fixado vence
13% a.a. 110% CDI 11,8% ao ano Pré-fixado vence
14% a.a. 110% CDI 12,7% ao ano Pré-fixado vence
13% a.a. 105% CDI 12,4% ao ano Pré-fixado vence
✅ Regra práticaCalcule o CDI de equilíbrio antes de qualquer decisão — sempre. Depois é só comparar com o que o mercado espera pra Selic, que está de graça no Relatório Focus do Banco Central, publicado toda segunda-feira. Se o mercado projeta Selic abaixo do seu CDI de equilíbrio no médio prazo, o pré-fixado tende a ganhar a parada.

Existe Ainda o CDB Indexado ao IPCA+

Antes de fechar, deixa eu te apresentar a terceira via, que muita gente esquece. Além do pré-fixado e do pós-fixado (% CDI), existe o CDB IPCA+, que funciona igualzinho ao Tesouro IPCA+: ele te paga a variação do IPCA mais uma taxa real fixa por cima — algo como IPCA + 5,5% ao ano. É a escolha de quem quer proteção total contra a inflação sem abrir mão da cobertura do FGC. O ponto fraco frente ao Tesouro IPCA+ é que ele costuma ter menos liquidez e o FGC só garante até R$ 250.000.

Qual Escolher em 2026?

Vamos ao aqui e agora. Em junho de 2026, a Selic está em 10,75% ao ano, com o mercado meio dividido sobre os próximos passos, tudo dependendo de como a inflação e o cenário fiscal se comportarem. Pra você decidir com a cabeça e não com o coração, segue este roteiro de quatro passos:

  1. Consulte o Relatório Focus do Banco Central
    O Focus sai toda segunda-feira e traz as projeções do mercado pra Selic nos próximos 12, 24 e 36 meses. É o melhor termômetro que você, pessoa física, tem de graça pra saber o que os analistas esperam dos juros. Comece por ele.
  2. Calcule o CDI de equilíbrio do CDB que você está avaliando
    Pega a fórmula: taxa pré-fixada ÷ percentual do CDI do pós-fixado. Depois compara esse número com a Selic média que o Focus projeta pro prazo do seu investimento. É o cruzamento dessas duas informações que dá a resposta.
  3. Avalie sua tolerância à incerteza
    Mesmo que a conta aponte pro pré-fixado, faz uma pergunta honesta a si: você aguenta deixar esse dinheiro travado por 1 ou 2 anos sem poder resgatar antes sem levar penalidade? O pré-fixado quase nunca tem liquidez diária. Se precisar sacar antes, pode receber menos do que aplicou ou ter a liquidação antecipada com uma taxa pior.
  4. Considere diversificar entre os dois tipos
    E quem disse que você tem que escolher só um? Uma estratégia que eu gosto muito é deixar uma parte em CDB pós-fixado com liquidez diária (pra reserva e flexibilidade) e outra parte em pré-fixado de prazo maior, quando aparece uma taxa realmente atrativa. Assim você fica com previsibilidade e capacidade de se adaptar ao ciclo de juros ao mesmo tempo.
⚠️ Cuidado com a liquidez do pré-fixadoEsse alerta vale ouro: a maioria dos CDBs pré-fixados não tem liquidez diária — você só resgata no vencimento. Alguns bancos até deixam sacar antes, mas geralmente com uma taxa bem pior que a contratada, o que pode virar prejuízo frente ao pós-fixado. Então vai aqui uma regra da qual eu não abro mão: dinheiro que você pode precisar antes do vencimento não entra em CDB pré-fixado, ponto. Pra reserva de emergência, sempre CDB pós-fixado com liquidez diária ou Tesouro Selic.

Checklist: Antes de Escolher entre Pré e Pós-fixado

  • Consultei as projeções do Relatório Focus para a Selic no período do investimento
  • Calculei o CDI de equilíbrio (taxa pré ÷ % CDI do pós)
  • Comparei o CDI de equilíbrio com a Selic projetada pelo mercado
  • Verifiquei se o CDB pré-fixado permite resgate antecipado e em quais condições
  • Confirmei que o dinheiro a aplicar no pré-fixado pode ficar imobilizado até o vencimento
  • Considerei separar a reserva de emergência em CDB pós-fixado com liquidez diária
  • Verifiquei o emissor e o limite do FGC (R$ 250.000 por CPF por instituição)
  • Para objetivos de longo prazo acima de 5 anos, avaliei também o Tesouro IPCA+ como alternativa com proteção contra inflação

Conclusão

No fim, a escolha entre CDB pré-fixado e pós-fixado é uma das decisões mais estratégicas da renda fixa — e a resposta certa depende do cenário esperado pra Selic e do seu perfil de liquidez. Não existe vencedor absoluto: o pré-fixado brilha quando a Selic cai; o pós-fixado brilha quando a Selic sobe ou fica alta. A chave de tudo é calcular o CDI de equilíbrio e cruzar com o que o mercado espera antes de decidir. Recapitulando o que você leva deste guia:

  • CDB pós-fixado rende % do CDI e acompanha a Selic automaticamente
  • CDB pré-fixado trava a taxa no momento da aplicação, independente da Selic futura
  • Selic em queda: pré-fixado tende a ganhar; Selic em alta: pós-fixado tende a ganhar
  • CDI de equilíbrio = taxa pré-fixada ÷ percentual do CDI do pós-fixado
  • Consulte o Relatório Focus do BC toda segunda-feira para as projeções de Selic
  • CDB pré-fixado geralmente não tem liquidez diária — nunca use para reserva de emergência
  • Diversificar entre os dois tipos equilibra previsibilidade e flexibilidade na carteira
  • Para longo prazo com proteção total contra inflação, considere também o Tesouro IPCA+

Use o Relatório Focus como bússola das expectativas de mercado, calcule o ponto de equilíbrio de cada oferta que cruzar o seu caminho e nunca esqueça: a melhor escolha é sempre a que maximiza o seu rendimento líquido dentro do prazo e da liquidez que o seu objetivo pede.

❓ FAQ — Perguntas Frequentes sobre CDB Pré e Pós-fixado

CDB pré-fixado é mais arriscado que o pós-fixado?

Em risco de crédito, não: os dois têm a mesma garantia do FGC, até R$ 250.000 por CPF por instituição. A diferença mora no risco de oportunidade — ao travar a taxa no pré-fixado, você abre mão de aproveitar eventuais altas da Selic. Se os juros dispararem depois que você aplicou, vai ficar recebendo menos do que o mercado paga naquele momento. E tem mais: como o pré-fixado geralmente não tem liquidez diária, entra também um risco de liquidez — se você precisar do dinheiro antes do vencimento, pode não conseguir resgatar ou resgatar com penalidade. Por isso, pra quem não faz ideia de quando vai precisar do dinheiro, o pós-fixado com liquidez diária é mais tranquilo.

O que é o Relatório Focus e como usar para decidir?

O Relatório Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central do Brasil que junta as projeções de mais de 100 instituições financeiras e consultorias pros principais indicadores da economia — inclusive a Selic pros próximos 12, 24 e 36 meses. Sai toda segunda-feira depois do fechamento do mercado, e é gratuito e público (aproveita!). Pra usar na sua decisão entre pré e pós: calcule o CDI de equilíbrio e compare com a mediana da Selic que o Focus projeta pro prazo do seu investimento. Se a mediana do Focus ficar abaixo do seu CDI de equilíbrio, o pré-fixado é a aposta mais racional.

Posso ter os dois tipos de CDB ao mesmo tempo?

Pode, e eu acho até uma jogada inteligente. Mantendo uma parte em CDB pós-fixado com liquidez diária, você garante acesso rápido ao dinheiro e ainda pega carona em possíveis altas de juros. E alocando outra parte num pré-fixado de prazo mais longo, você trava um rendimento gostoso caso o cenário seja de queda da Selic. Essa mistura por tipo de indexação tem até nome — diversificação de duration — e é usadíssima pelos gestores de fundos de renda fixa profissionais. Só não esquece de respeitar o limite do FGC de R$ 250.000 por instituição: diversifique também entre emissores.

CDB pré-fixado a 13% ao ano é uma boa taxa em 2026?

Depende do prazo e do cenário de juros — não tem resposta pronta. Com a Selic em 10,75% ao ano em junho de 2026, um CDB pré-fixado a 13% te dá um prêmio de cerca de 2,25 pontos percentuais acima da Selic atual. Isso é atrativo se você acredita que a Selic vai cair nos próximos meses ou anos. Agora, se a Selic ficar teimosamente alta ou subir, esse pré-fixado a 13% acaba perdendo pra um pós-fixado bem remunerado. Por isso eu insisto: rode a fórmula do CDI de equilíbrio e olhe o Focus antes de decidir. Uma taxa alta no nominal não é necessariamente boa se a Selic também estiver lá em cima.

Qual a diferença entre CDB pré-fixado e Tesouro Prefixado?

Os dois travam uma taxa nominal na hora da aplicação, mas têm diferenças que importam. O Tesouro Prefixado é emitido pelo Governo Federal (risco soberano, sem teto de cobertura), tem preço de mercado que oscila (igual ao Tesouro IPCA+) e pode ser vendido em qualquer dia útil pelo preço de mercado — que às vezes é menor do que você pagou. Já o CDB pré-fixado é emitido por bancos (coberto pelo FGC até R$ 250.000), normalmente não oscila de preço antes do vencimento, e o resgate antecipado depende das condições do banco emissor. Pra valores abaixo de R$ 250.000, o CDB pré-fixado costuma ser mais seguro contra oscilação. Já pra valores maiores, o Tesouro Prefixado ganha na garantia ilimitada do governo.

Foto de Ana Carolina Giampietro

Ana Carolina Giampietro

Editora do Blog ComoInvestir.blog

Especialista em educação financeira, já fez centenas de palestras e é principal autora do Blog Como Investir.